Ciclo do Marabaixo, no Amapá, é acompanhado pela Estilo Nacional

Equipe da Estilo Nacional presente entre os dias 17 e 21/05/2013. Da esquerda para direita, em pé, Marcos Martins (Antropólogo), Adriene Noronha (Historiadora e Coordenadora do Projeto), Flávia Cunha (Áudio), Marílis Mendes e Eduardo Alvim (Sócios-Diretores da Estilo Nacional). Agachados, Eduardo Costa (Fotografia) e Juliano Sacramento (Cinegrafista).

Entre os dias 3 e 21 de maio de 2013, a Estilo Nacional acompanhou o Ciclo do Marabaixo do Amapá e registrou as atividades programadas pelas associações locais que promoveram festas em devoção ao Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade: Associação Cultural Raimundo Ladislau, Associação Folclórica Marabaixo do Pavão, Associação Zeca e Bibi Costa e Associação Berço do Marabaixo.

Além da própria dança do Marabaixo, foram vivenciados os rituais do corte do mastro no Curiaú, do cortejo do mastro pelas ruas do bairro Favela, do corte da murta nas matas do Coração, do cortejo da murta pelas ruas do bairro Laguinho, do levantamento do mastro, das missas e ladainhas realizadas nas casas dos festeiros. Foi registrado o preparo da festa, momento em que os festeiros e demais ajudantes preparam o caldo e a gengibirra, bebida típica das festas no Amapá.

A equipe também acompanhou o cortejo da murta, evento organizado pela SEAFRO (Secretária Extraordinária de Políticas Afrodescendentes do Estado do Amapá), que contou com a presença da juventude marabaixeira, velha guarda do Marabaixo, cortejo e bênção da murta, e bênção da coroa do Divino Espírito Santo na Igreja de São José de Macapá.

Para a realização do documentário, além de registrar todas as atividades acima citadas, foram coletados depoimentos de diferentes pessoas (velha guarda, crianças, jovens, presidentes, fazedores e tocadores de caixa, cantadeiras, dançadeiras, participantes e festeiros).

As comunidades de Mazagão Velho, Anauerapucu e Curiaú foram visitadas, e a Fortaleza de São José de Macapá foi utilizada para captação de imagens e realização de entrevistas.

Governador do Amapá almoça com equipe da Estilo Nacional

Governador participa de festividade do Ciclo do Marabaixo Data: 04/05/2013 Foto: Agência Amapá

Em campo desde o último dia 03/05/2013, em sua terceira visita ao Estado para elaboração do Inventário Nacional das Referências Culturais (INRC) do Marabaixo do Amapá, a equipe da Estilo Nacional teve oportunidade de almoçar junto com o Governador Camilo Capiberibe, no balneário de Dona Orlandina, à beira do rio Curiaú.

As atividades culturais nesse dia foram extensas. Logo cedo o grupo de pesquisadores se deslocou ao Curiaú, junto com a  Associação Folclórica Marabaixo do Pavão para o ritual do corte do mastro, em plena selva. Após, todos seguiram para o balneário de Dona Orlandina, onde também estavam os outros grupos de Marabaixo (Associação Cultural Raimundo Ladislau e Berço do Marabaixo). Depois do encontro os participantes tocaram e dançaram, sendo o almoço servido logo a seguir.

Durante a refeição o governador pode tomar conhecimento de como a pesquisa vem sendo desenvolvida, objetivos, comunidades visitadas, dentre outros aspectos.

Iniciados os trabalhos na Igreja do Rosário em Brejo do Amparo

Levantamento arquitetônico da igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Brejo do Amparo, Januária–MG.

Uma equipe de arquitetos e urbanistas da Estilo Nacional esteve em Januária–MG durante o último fim de semana para executar o levantamento arquitetônico da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, localizada no Distrito de Brejo do Amparo. Os trabalhos ocorreram entre os dias 25 e 28 de janeiro e marcam o início da elaboração do Projeto Executivo de Restauro, conforme contratado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG).

Em um período de muitas chuvas, o acesso mais direto à centenária capela encontrava-se bastante difícil, sendo necessário a busca de uma estrada alternativa. Mesmo assim, parte do percurso se deu a pé em função do precário estado de conservação das estradas vicinais.

O grupo foi muito bem recebido pelo presidente da Associação Comunitária Brejo do Amparo, Sr. Adelmo Batista Magalhães, que forneceu todo o suporte necessário. A Prefeitura Municipal de Januária, representada pelo secretário municipal de Obras Sr. Manoel Santana também esteve presente, destacando alguns funcionários para a instalação de lâmpadas no interior da igreja.

Estiveram em campo os arquitetos e urbanistas Marílis Mendes, Eduardo Alvim, Carolina Angrisano, Priscila Mourão, Edilson Borges e André Nogueira, além da historiadora Adriene Noronha.

Igreja mais antiga de Minas Gerais terá projeto de restauração elaborado pela Estilo Nacional

Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Brejo do Amparo, Januária-MG

A Estilo Nacional venceu a concorrência aberta pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG) para elaboração do Projeto Executivo de Restauração da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, localizada no Distrito de Brejo do Amparo, município de Januária, Minas Gerais.

O monumento é protegido pelo Estado de Minas Gerais, conforme Decreto n° 29.399, de 21 de abril de 1989. A proprietária do bem é a Diocese de Januária e atende às funções de culto religioso e manifestações culturais.

Trata-se de uma edificação isolada na vila de Brejo do Amparo, que tem no seu frontispício a datação de 1688, com a ressalva de ainda não haver confirmação histórica. Desde os mais remotos momentos de seu povoamento, a região onde hoje se situa o município de Januária esteve subordinada ao bispado de Pernambuco. A construção do imóvel prende-se a versões que remetem a episódios ainda pouco estudados da nossa história, como a formação de quilombos ou à criação dos postos avançados de catequese jesuítica das nações coinstar mission statement Coinstar Money Transfer, AUSTRIA, SALZBURG
indígenas que habitavam a região do rio São Francisco, hipótese que se apoia também na leitura de sua composição arquitetônica.

Integram o escopo do trabalho, além do Projeto Executivo de Restauração Arquitetônica com inclusão dos projetos complementares e especiais, o Projeto Executivo de Conservação-Restauração dos Elementos Artísticos Integrados.

A previsão de início dos levantamentos é para início de Fevereiro de 2013.

Finalizado o Plano Museológico do futuro “Museu das Águas”

Na última quinta-feira, 13/12/2012, a Estilo Nacional entregou à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, o Plano Museológico e de Gestão do futuro “Museu das Águas”, equipamento cultural que será implantado em Lambari-MG.

Fruto de uma iniciativa inédita da Codemig, o instrumento elaborado visa orientar a criação, implantação e desenvolvimento de uma instituição museológica completa que ocupará o prédio do antigo Cassino, a qual exercerá um papel fundamental no desenvolvimento regional.

O Museu das Águas servirá como vitrine do território, da comunidade e dos patrimônios locais, atuando como importante instrumento a serviço do desenvolvimento em todas as suas dimensões. Isto é, não apenas à cultura e ao turismo, mas também à sociedade em seu todo, à economia, à educação, à identidade e à imagem, ao emprego ou à inserção social.

Sobre a Codemig

A Codemig é uma empresa pública constituída na forma de Sociedade Anônima e controlada pelo Estado de Minas Gerais. Atua na realização de projetos, obras, serviços e empreendimentos, com destaque para o setor de infraestrutura, mineração e turismo. Coordena também projetos em distritos industriais e responde pela gestão dos bens dominicais do patrimônio estadual.

Estilo Nacional irá elaborar o registro do Marabaixo, no Amapá

A Estilo Nacional venceu a concorrência aberta pela Superintendência do IPHAN no Amapá para o desenvolvimento de estudos técnicos especializados relacionados ao Marabaixo.

Segundo a antropóloga Maria do Socorro dos Santos Oliveira, “o marabaixo é um ritual que compõe várias festas católicas populares em diversas comunidades negras da área metropolitana dos municípios de Macapá e Santana. Acontece em louvor a Santíssima Trindade e Divino Espírito Santo nos bairros da Favela e Laguinho, em Macapá, em louvor à Santa Maria, no Curiaú, e nas outras comunidades como parte dos festejos a outros santos, em momentos distintos.

Consiste também no toque das caixas construídas com tronco de árvores e pele de animais, na dança das mulheres em círculo ao redor do salão, com dois ou três homens que tocam as caixas ao centro. Geralmente uma das mulheres ou um tocador „joga‟ os versos que são respondidos pelas dançadeiras que ao mesmo tempo dançam e fazem coro ou cantam juntos todo o „ladrão‟, que são músicas ou trovas populares de autoria dos próprios devotos.

O Marabaixo se destaca como a principal manifestação cultural do Amapá, e seu ciclo, que se inicia no domingo de Páscoa e vai até o domingo após o Corpus Christi, se desenvolve através da dança, das missas, novenas, procissões, apanhada da murta, a busca de mastros, suas levantadas e derrubadas, bailes, congrega toda a população da capital e do interior, sendo o evento mais esperado durante o ano, marcando assim a identidade local.

O contrato consiste da elaboração do Inventário Nacional das Referências Culturais (INRC) do Marabaixo do Amapá, de modo a subsidiar a formulação e execução de Plano de Salvaguarda e a elaboração de um dossiê para encaminhamento do bem cultural enquanto patrimônio cultural brasileiro.

A previsão de início dos trabalhos é para o primeiro trimestre de 2013.

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