Estação Ferroviária Simplício em Além Paraíba–MG

Estação Ferroviária Simplício, localizada na zona rural de Além Paraíba–MG

Integrante do escopo de ações mitigatórias para operação do Aproveitamento Hidrelétrico de Simplício (AHE), o Projeto Executivo de Restauração da Estação Ferroviária Simplício foi contratado junto à Estilo Nacional pela Eletrobras Furnas em maio de 2012.

Nas últimas décadas, a região de Além Paraíba foi alvo de estudos visando a implantação de uma usina hidrelétrica. Em 2004, foi realizado o Estudo de Impacto Ambiental – EIA, sendo que em 2006 iniciaram-se as obras de implantação do AHE Simplício, no baixo curso do rio Paraíba do Sul, entre as barragens de Santa Cecília e Ilha dos Pombos. A restauração  arquitetônica da Estação Simplício foi definida como parte das ações obrigatórias para a obtenção da Licença de Operação do empreendimento.

O bem cultural está localizado praticamente às margens do rio Paraíba do Sul, na antiga Estrada de Ferro Leopoldina. A edificação principal data da segunda metade do século XIX, tendo sido construída por esforços do Comendador Simplício como posto de escoamento da produção cafeeira das fazendas da região. O conjunto arquitetônico é composto pelo próprio prédio da estação, plataforma de embarque/desembarque e pelas ruínas do armazém, esse localizado do outro lado da linha férrea.

O Restauro se coloca neste projeto como forma de compatibilização das instâncias histórica e estética. Busca adequar a necessidade de modernização do edifício — para uso contemporâneo — e associá-lo às visitações geradas pela área de entorno de implantação da Usina, independentemente do uso que for destinado ao mesmo. Com relação ao Armazém, entendeu-se que a maneira correta de abordá-lo se daria pela conservação de suas ruínas, através de medidas que compreendam a consolidação das estruturas atuais e intervenções que garantam a acessibilidade ao público.

O Projeto proposto retoma os critérios e ética pertinentes à Conservação (Brandi), segundo os quais a unidade potencial da obra deve ser definida para determinar os limites de restauro. Nesse prisma, o bem cultural deverá continuar a subsistir potencialmente como um todo em qualquer de seus fragmentos e esta potencialidade será exigível em uma proporção diretamente conexa aos traços formais existentes em cada elemento.

EQUIPE:
Coordenadora: Arq. Marílis Mendes
Arquitetos e Urbanistas: Adriana Paiva, André Nogueira, Carolina Angrisano e Priscila Mourão
Engenheiros Civis: Antônio Azevedo Jr. e Iara Abreu
Orçamentista: Eng. Patrícia Rodrigues
Estagiários: Gabriella Gobbi

CONTRATANTE:
Furnas Centrais Elétricas S.A.

ANO DO PROJETO:
2012